Cognição Incorporada
As caraterísticas do corpo são muito importante para compreender os
procesos cognitivos.
Cognição situada
O ambiente oferece (biedt) as possibilidades para agir (handelen). A idéia de Gibson de
´affordances´ é muito relevante aqui. A idéia importante é que os processos cognitivos são
dependentes ou são bastante determinados pelo ambiente e pela ação do organismo situado
nesse meio ambiente (environment).
No capítulo dois, Clark fala de cinco pontos de contatos entre a psicologia (o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças) e a robótica situada. Não tenho certeza que ele fale sempre da psicologia do desenvolvimento neste capítulo, mas não faz mal.
O primeiro ponto é dos círculos das ações. O conhecimento é muitas vezes especificado por ações específicas. Thach et al (1992): a gente mostram (display) adaptação dos processos visuais e motores aos óculos específicos (que deslocam (verschuiven) a imagem para direito ou para esquerda) e esta adaptação é também ação-especifica. Quando eles usam um movimento diferente do braço eles não fazem o processo correto de adaptação (adapter-se: zich aanpassen). A percepção é não geral mas especificada por ações específicas.
Segundo
, o desenvolvimento não é sempre causado por uma só causa. Uma vez
Dennett me falo sobre o maior truque magico. Um magico diz que sabe o maior truque
magico. Todos o mágicos não crêem. Ele faz o grande truque uma fez. Ah, dizem os
mágicos, ele emprega tão e tão truque. Ele faz o truque outra fez. Ah, não pode ser este
truque, deve ser aquele outro truque. Ele faz o truque ainda outra vez e ainda outra fez. Os
mágicos não descobrem o grande truque. Ficam muito frustrados. O truque, diz Dennett, é a
palavra um. O magico não emprega só um truque. Emprega muitos truques diversos. O
mesmo acontece (happen) com o desenvolvimento. Muitas vezes não há uma única causa
central.
O comportamento coletivo dos animais (por exemplo os grupos de aves) não é
causado por um plano (plan) central. É uma conseqüência de auto-organização. Por
exemplo: o atalho das formigas para o alimento, a comida (voedsel) é um resultado da
stigmergy.
Um outro examplo: os bebês apresentam (vertonen) os movimentos para andar
(antes de dois meses), depois eles não apresentam estes movimentos, mas depois (de uma
ano) eles apresentam os movimentos de novo. Explicações cognitivas são possíveis, mas
Thelen & Smith indicam que o desenvolvimento de forma de U é causado por um aumento
do peso do corpo, as características mecânicas das pernas (legs) (e as vezes as
características do ambiente (e.g. agua).
Terceiro
, uma coleção soft de molas (zacht, soft assembly). Uma coleção soft de
molas é o contrario de uma coleção que é tosca e dura (brittle, hoekig, onhandig & hard). A
idéia de soft assembly incorpora (embodies) uma abordagem decentralizada, consistindo de
muitos fatores. Compreendo o exemplo de Maes com a diferencia entre um mercado livre
(markt) e uma loja com uma única caixa. Na inteligência artificial a abordagem de mercado
livre se-chama arquitetura de quadro (blackboard architecture).
As diferencias individuais não são a conseqüência do ruído, mas o resultado das
diferenças das coleções macias diversas (verschillende soft assemblies). Os problemas de
movimento de bebes são diferentes para todo bebê (voor elke baby) por causa das
diferenças na dinâmico intrínseca. A tarefa do cérebro consiste em modular a dinâmica
intrínseca, não de controlar completamente os movimentos.
O quarto ponto é o conceito de fazer de constuir andaimes (steigers) em nosso ambiente. A fundação é uma ideia de Vygotsky: os pais ajudam os infantes um pouco para andar etc. Segundo Clark, a gente estrutura o nosso ambiente para ter que pensar menos. Clark dá o exemplo: quando eu preparo a bateria (por exemplo as panelas) da cozinha (kookgerei), isto facilita (vergemakkelijken) o ato (the act) de cozinhar (koken). Um exemplo que eu dei a semana passada: quero enviar uma carta. Para lembrar-me posso colocar (to put) a carta em frente da porta. A idéia é que: nos sabemos apenas aquilo que precisamos (need to) saber. Não precisamos de representações internas.
O quinto ponto
é, disse Clark, fundamental. As representações não refletem
(reflecteren) a realidade, mas são estruturas que controlar o comportamento do sistema. As
representações são direcionadas para (zijn gericht op) as ações. O robôs de Mataric
navegam no ambiente utilizando representações que não estão separadas das ações. O mapa
do ambiente não funciona como uma descrição do ambiente que é usada pelo sistema motor
como input (dados de entrada), mas controla diretamente os movimentos. As
representações são orientadas pelas ações.
Clark disse que a noção de affordances é muito similar, mas que Gibson erro ao
negar (ontkennen) completamente a existência de estados internos complexos. Clark
defende um tipo especial de representações. Percepção é direcionada para produzir
representações que descrevem(beschrijven) alguns aspetos do mundo e prescrevem
(voorschrijven) ações possíveis. Não há representações neutras. A tarefa da cognição
central deixa (ophouden met) de existir porque todas as tarefas são especificas.
O terceiro capítulo.
Os redes (netwerken) neurais artificiais. Muitas opiniões diversas existem sobre as RNA´s. As
RNA´s são inspiradas nas neurociências e podem diferir muito das modelagens clássicas.
Clark explica NETtalk que transforma as palavras em sons. O conhecimento da rede é
representado nos pesos (gewichten) da rede. As RNA´s substituem o reconhecimento e a
transformação de padrões em processamento de símbolos com base das regras. Mas o
connectionismo erra porque tem representações artificias de input-output, e porque escolhe
problemas abstratos para resolver (os micro-mundos verticais: os modelagens
tem muito conhecimento no campo pequeno). O connectionismo ignora a
ancora (het anker) da percepção e ação no mundo.
Nos desempenhamos (to perform) melhor a tarefa de jogar de frisbee do que a tarefa
de raciocinar logicamente diz Clark. Isso quer dizer (dat wil zeggen) que a habilidade de
raciocinar é possível para nos mas não é o fundamento da cognição. Podemos racionar por
meio dos (met behulp van) andaimes (steigers). Empregamos a caneta e o papel (ou o
lápis). O processamento dos símbolos externos vem (komt) primeiro, o processando dos
símbolos internos vem depois. Raciocinar é uma simulação das processões externas
(pensem a Vygotsky). A abordagem clássica pode confundir a capacidade de combinação
do cérebro e o ambiento com o capacidade de cérebro por si só.
Kirsh (1995) discuti muito exemplos de planejamento e de raciocínio que usam o
ambiente: calcular treze quartos de dois terces, ou para colocar as compras na sacola
(boodschappen in een tas doen); junte (breng bij elkaar) a compras similares. Utilizamos
nosso ambiente físico e espacial para transformar as tarefes de nossos sistemas cognitivos.
Agre & Chapman contrastam o planejamento intendido (understood as) uma
programa com o planejamento intendido como improvisação. Nos não especificamos uma
seqüência de instruções mas deixamos o planejamento sujeito a (afhankelijk laten zijn van)
interação com o ambiente. O plano é apenas um constraint, não é uma receita completa.
Um exemplo é a investigação de Kirsh & Maglio (1994) do agir epistêmico no jogo
de computadores Tetris. O agir epistêmico significa mudar o ambiente para simplificar a
tarefa (taak) do sistema cognitivo. O espace físico não é independente do espace mental,
ambos são unificados.
A mente não é passiva, e a separação entre a mente racional e a ação em tempo real
é errada. A tarefa da mente não é o construção de uma replica do mundo, mas sim (instead)
oferecer de facilidades complementares a interação do organismo com o mundo. A razão
humana é distribuída e não é limitada a pele (huid) ou ao crânio (schedel), mas inclue aspetos do ambiente.
Conclusão
EEC! significa uma outra concepção da tarefa (taak) do sistema cognitiva.
O sistema cognitivo
não está focalizado (focussed) primariamente na atividade de resolução de problemas por
meio do processamento interno de informação independentemente do ambiente.
Para mais referencias:
Clark (1997) ch. 9-10, pp.180-218
Kirsh & Maglio (1994) 513-549
Churchland, Ramachandran & Sejnowski, (1994) (36p.)
Damasio (1994) Ch 8-10, pp.165-224